O líder dos Houthis, Abdul Malik al-Houthi, disse que o grupo pode atacar instalações petrolíferas da Arábia Saudita, um dos maiores produtores do mundo, caso forças sauditas voltem a realizar operações no Iêmen. A manifestação foi divulgada nesta quinta-feira (16/7).
“Todo o petróleo saudita e as instalações vitais são alvos de nossos mísseis e drones se o país se envolver em uma agressão abrangente contra nossa nação e optar pela escalada em vez de se respeitar e cessar sua vil e flagrante interferência em todos os nossos assuntos”, disse o líder do grupo iemenita.
Qual a relação entre os Houthis e a Arábia Saudita?
Os Houthis controlam partes do Iêmen desde 2014, quando o grupo aproveitou a instabilidade política no país para avançar sobre regiões do norte.
Desde então, o grupo iemenita, apoiado pelo Irã, é o governante de fato de uma área correspondente a 28% do território do país.
Em 2015, a Arábia Saudita, junto dos Emirados Árabes Unidos, criou uma coalizão militar internacional para combater o avanço dos Houthis, e apoiar o governo iemenita reconhecido internacionalmente.
O conflito, que rapidamente se transformou em uma guerra civil, durou até 2022. Naquele ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) mediou um cessar-fogo entre as partes e os combates foram interrompidos.
A coalizão militar liderada pelos sauditas não conseguiu derrubar os Houthis do poder.
A ameaça surge após os Houthis e a Arábia Saudita retomaram ataques mútuos no início deste semana.
Na segunda-feira (13/7), o grupo que controla uma vasta área norte do Iêmen acusou os sauditas de atacarem o Aeroporto Internacional de Sanaa, na capital do país. Horas depois mísseis e drones foram disparados contra o território da Arábia Saudita.
De acordo com Turki al-Malki, porta-voz da Coalizão Árabe contra os Houthis, os projéteis foram interceptados pelos sistemas de defesa aérea sauditas.
Ainda assim, a nova tensão coloca em xeque a frágil trégua mediada pela ONU há cerca de 4 anos.
Fonte: Gazeta Web

















