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31 de agosto de 2026

Anadia/AL, 31 de agosto de 2026

Por acordo comercial, Greer e Elias Rosa vão se encontrar nos EUA em um mês

''No diálogo, do qual também participou o ministro Mauro Vieira, do Itamaraty, os brasileiros repetiram que consideram os fundamentos das taxas de Washington "infundados", "descabidos" e "ilegais"

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 31 de agosto de 2026

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Foto: Crédito: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Por: Mariana Sanches

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, combinaram que sua próxima reunião será pessoalmente, em Milwaukee, Wisconsin, EUA, entre 30 de setembro e 1º de outubro.

O encontro foi acertado durante a conversa virtual entre os dois que aconteceu na tarde de hoje. Foi a primeira vez que ambos se falaram desde que o governo de Donald Trump impôs ao Brasil o tarifaço de 37,5%, no fim de julho.

No diálogo, do qual também participou o ministro Mauro Vieira, do Itamaraty, os brasileiros repetiram que consideram os fundamentos das taxas de Washington “infundados”, “descabidos” e “ilegais”.

Entre outros argumentos, o governo Trump citou o desmatamento, suposto desequilíbrio competitivo do Pix, desrespeito à política de direitos autorais, desfavorecimento em relação a práticas comerciais adotadas pelo Brasil com Índia e México para justificar a nova taxa de 25%. Já os 12,5% restantes foram impostos ao Brasil e a mais de 60 países em em outro procedimento investigativo comercial que acusou países de não coibir práticas de trabalho forçado de países de quem importam bens.

Os brasileiros apontaram que a relação bilateral, que já via um superávit de 15 anos dos americanos na balança comercial, ficou ainda mais “desequilibrada” com a imposição das tarifas.

Embora tivessem cogitado citar especificamente os procedimentos da Lei de Reciprocidade Econômica, colocada em marcha em meados de agosto, o assunto não foi citado diretamente dado o tom considerado cooperativo e amistoso do representante de Trump. “Não houve necessidade”, afirmou o ministro Elias Rosa. O setor produtivo de Brasil e EUA prefere — e pressiona — por uma saída negociada que não gere ainda mais estresse ao comércio dos dois países. “Foi positivo que tenhamos retomado o diálogo para encontrar uma solução e que tenhamos voltado à mesa de negociação sem ter precisado ceder em nada”, disse Rosa.

Segundo o UOL apurou, Greer teria acompanhado o telefonema entre Lula e Trump há dez dias e teria dito a Elias Rosa e a Vieira que Trump teria determinado que os dois países chegassem a um acordo comercial que sanasse as disputas tarifárias entre ambos. O imbróglio se arrasta desde julho do ano passado, quando a Casa Branca anunciou pela primeira vez um tarifaço de 50% sobre o Brasil e o procedimento de investigação comercial que resultou nas taxas atuais.

Para chegar a uma solução, os dois ministros brasileiros voltaram a sugerir o que ficou conhecido como “mapa do caminho” dentro do governo Lula, com passos para chegar a um acerto mais duradouro. Nas próximas semanas, as equipes técnicas dos dois lados devem se encontrar para rascunhar em detalhes, e considerando os diferentes setores econômicos de interesse, como chegar a esse entendimento. O Brasil estaria disposto, por exemplo, a rever as taxas que pratica sobre o etanol que compra de fora.

Segundo fontes com conhecimento direto do assunto, é possível que algum tipo de acordo mais substantivo já esteja na mesa quando Greer e Elias Rosa se encontrarem em Milwaukee, Wisconsin, dentro de um mês. Como é o atual presidente do G20, os EUA serão anfitriões de uma série de reuniões de líderes mundiais até o fim do ano. É neste contexto que Greer e Elias Rosa se encontrarão.

O UOL entrou em contato com o USTR para perguntar sobre a reabertura das negociações, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Redação com Uol 

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