Preso pelo serviço de imigração dos Estados Unidos nesta segunda-feira, 13, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem estava desde setembro de 2025 em Miami, onde vivia em um condomínio de luxo, lugar favorito de muitos brasileiros que vão para a Flórida, nos EUA. O ex-parlamentar foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão no processo da trama golpista.
O ex-deputado federal e a mulher Rebeca Ramagem viveram numa das torres do empreendimento Solé Mia, no Norte de Miami. Os aluguéis por até um ano nas unidades dos prédios variam de R$ 13 mil a R$ 30 mil mensais dependendo do tamanho do apartamento, que têm entre um e três quartos, dois banheiros e vista para o mar. Todos são mobiliados e as janelas vão do teto ao chão para privilegiar o cenário lá fora.
Cada um dos edifícios dispõe de simulador de golfe com 18 buracos, salões de jogos para jovens e adultos e também só para crianças, academia funcionando 24 horas, saguão com porteiro 24 horas, centros empresariais com salas de reuniões e de trabalho privativas, cabanas também privativas na área da piscina, parque infantil e uma lagoa de águas cristalinas de cerca de 7 hectares, além de muitos outros benefícios.
As contas de água, luz e gás não estão incluídas no aluguel. Os moradores devem providenciar e pagar por todos os serviços separadamente. Ao se candidatar para um dos apartamentos disponíveis, o pretendente deve apresentar uma renda de no mínimo R$ 475.455,20 ao ano, ou cerca de R$ 40 mil por mês.
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Segundo informações preliminares divulgadas pelo portal G1, Ramagem foi preso em Orlando, na Flórida. O motivo da detenção foram questões migratórias. O deputado é considerado foragido.
Ramagem deixou o país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Segundo as investigações da Polícia Federal (PF) divulgadas pelo g1, ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os Estados Unidos.
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Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que viabilizou a possibilidade de ele ser detido por autoridades estrangeiras. Aliados do ex-deputado diziam que Ramagem pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.
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Redação com Extra Online



















