Para Trevisan, o tema pode bater no eleitorado quando a ideia de intervenção dos EUA no Brasil ficar mais clara.
Tem, sim, um aspecto militar nessa ação sobre classificar essas organizações, e eu venho insistindo sempre no mesmo ponto. Mesmo no aspecto militar isso é um profundo tiro no pé da candidatura Flávio Bolsonaro. Eu desafiaria que se convidasse qualquer general, almirante ou brigadeiro que aceitasse qualquer risco à soberania brasileira implícito nessa designação. Os militares brasileiros não aceitam isso. A lógica da proteção da soberania nacional é absolutamente consolidada. Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais
Trevisan também defendeu que punição e aplicação da lei sobre brasileiros devem ficar sob responsabilidade do Brasil, por envolver soberania. Ele disse que o direito internacional estabelece limites para que outro país puna cidadãos brasileiros.
Tudo que se refere à ação de brasileiros, à punição, ao respeito à lei de pessoas brasileiras, é um assunto brasileiro. É soberania nacional em jogo. Um brasileiro que cometa um crime não pode ser punido fora do Brasil ou por outro ente. Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais
O que essa articulação, capitaneada pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro, conseguiu foi jogar a maior potência militar do mundo contra cidadãos brasileiros. É possível que esses ataques nem cheguem a acontecer, mas o mero vislumbre, a mera possibilidade disso já é suficiente para perturbar bastante a eleição de outubro e para mudar radicalmente o perfil da relação que o Brasil tem com os EUA. João Paulo Charleaux, colunista do UOL
É muito recente e precisamos analisar com mais tempo as consequências. Mas isso são mais consequências da política interna americana do que diretamente ao Brasil. Porém, sanções podem acontecer. Elas têm mais o sentido de um aceno a essa posição política que defende a família Bolsonaro do que necessariamente a uma ação internacional. Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais
Redação com Uol

















