Anadia/AL

8 de setembro de 2026

Anadia/AL, 8 de setembro de 2026

STF: Fachin recebe ministro da Justiça e Messias após interferência de Mendonça na PF

Encontro foi incluído de última hora na agenda do presidente do Supremo Tribunal Federal

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 8 de setembro de 2026

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Crédito: Gustavo Moreno/STF / Carlos Moura/Agência Senado / Tom Costa/MJSP/ Flickr

Por: João Antonio Cunha

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, recebeu nesta terça-feira (8) o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. A reunião ocorreu em meio a uma crise institucional desencadeada pela decisão do ministro André Mendonça, que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

O encontro foi incluído de última hora na agenda oficial de Fachin e ocorreu às 14h30 na sede do STF, em Brasília (DF). A pauta da reunião não foi divulgada oficialmente. Segundo o jornal O Globo, a audiência acontece enquanto a Advocacia-Geral da União (AGU) prepara um recurso contra a decisão de Mendonça, com o objetivo de tentar reverter o afastamento de Andrei Rodrigues e mantê-lo no comando da Polícia Federal.

A reunião também ocorre em um momento de forte tensão dentro do Supremo. Fachin tem sido alvo de críticas internas e vem atuando para administrar os desdobramentos da crise aberta após a decisão relacionada à cúpula da PF.

A controvérsia teve início quando André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada. A medida foi adotada no contexto das investigações envolvendo o Banco Master.

A decisão do ministro foi encaminhada para análise da Segunda Turma do STF. Até o momento, já há maioria favorável à manutenção da medida cautelar. Votaram pelo referendo da decisão o próprio André Mendonça, relator do caso, além dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

O julgamento, porém, foi suspenso após pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes. O ministro Dias Toffoli ainda não registrou seu voto no processo. Enquanto a análise colegiada permanece inconclusa, a liminar que determinou o afastamento dos dirigentes da Polícia Federal continua produzindo efeitos.

Nesta terça-feira (8), a crise ganhou novos contornos após uma manifestação conjunta da alta cúpula da Polícia Federal. Em nota, diretores da corporação declararam apoio a Andrei Rodrigues e Leandro Almada, rejeitaram acusações de atuação “não republicana” e colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral interino da instituição.

Redação com Brasil 247 

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