Vorcaro havia sido transferido para uma cela comum no dia 18 de maio. Com isso, ele passou a ser submetido às regras internas que a PF adota para todos os presos, com duas visitas de advogados por dia, por um período de meia hora, em horários pré definidos.
A defesa pediu que o banqueiro voltasse para a cela especial e reclamou das condições. Os advogados afirmaram que a cela comum é destinada a presos temporários e que não havia fornecimento regular de água, iluminação adequada e ventilação mínima. Também alegaram risco à segurança do banqueiro diante da repercussão das investigações sobre o Master.
Mendonça acolheu o argumento da defesa. O ministro afirmou que as informações trazidas pelos advogados “indicam que a permanência de Vorcaro no local em que atualmente se encontra, destinado a custódias de curta duração, não se mostra a providência adequada.”
Advogado deixou a defesa hoje. José Luis Oliveira Lima saiu do caso após a PF recusar a proposta de delação de Vorcaro. Na visão de investigadores, a proposta continha omissões sobre fatos já descobertos ao longo da investigação. Por isso, autoridades consideram que a proposta, entregue à PF e à PGR (Procuradoria-Geral da República) no início do mês, não tem robustez o suficiente para seguir adiante.
O banqueiro foi detido na primeira fase da operação Compliance Zero, em novembro de 2025, mas foi solto em seguida. Em março deste ano, voltou a ser preso, desta vez por ordem de Mendonça.
Redação com Uol

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