Por Giovana Chavarria
A família de Rian Alves da Silva, de 19 anos, que sumiu após ser levado por homens armados em Coqueiro Seco, acredita que sinais feitos com as mãos em postagens no Instagram podem ter sido o estopim para a captura do jovem.
De acordo com relatos do amigo que chamou Rian para trabalhar em Coqueiro Seco e o acompanhava no momento da abordagem criminosa, os sequestradores não apenas levaram o jovem, como também acessaram seu aparelho celular.
Ao analisarem o perfil pessoal do jovem, os criminosos teriam focado em fotos onde ele aparecia fazendo gestos com os dedos — sinais que, no mundo digital juvenil, são usados como gírias visuais, mas que no “tribunal do crime” são interpretados como identificação de facções rivais.
O “código” interpretado pelo crime
O relato do amigo que presenciou a captura indica que os homens armados questionaram a origem do jovem e buscaram “provas” em seu telefone. No entanto, a família é firme ao afirmar que Rian não tem envolvimento com a criminalidade.
Amigos da vítima em São José da Laje também reforçam que ele é um rapaz de boa convivência, que gosta de se divertir e beber socialmente com os irmãos, mas sem histórico de conflitos ou participação em ilícitos.
Inércia das investigações
Até o momento, a Polícia Civil não confirmou se trabalha com a linha de investigação voltada ao conflito de facções motivado por redes sociais.
A família reclama que, mesmo com o relato do amigo e o acesso aos dados do Instagram, não houve uma movimentação efetiva para localizar o cativeiro ou os responsáveis que levaram Rian.
Os parentes também se queixam das autoridades não terem chamado o amigo que presenciou a captura do jovem.
Redação com BR 104



















