Anadia/AL

3 de maio de 2026

Anadia/AL, 3 de maio de 2026

Menino de 2 anos morre após ser estuprado e polícia prende mãe e padrasto em Boa Vista

Gabriel Alejandro Larez Casado, de 2 anos, morreu após dar entrada no hospital múltiplas lesões pelo corpo e sinais evidentes de violência sexual.

ABN - Alagoas Brasil Noticias

Em 3 de maio de 2026

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Casal foi preso pela Polícia Civil após a morte da criança - Foto: Polícia Civil/Divulgação

Por Lucas Wilame, Kendria Cavalcante, Rede Amazônica

Um menino, Gabriel Alejandro Larez Casado, de 2 anos morreu após ser agredido e estuprado na noite desta quinta-feira (30), no bairro Treze de Setembro, em Boa Vista. O padrasto dele, de 33 anos, foi preso suspeito de cometer as violências sexual e física, e a mãe, de 32, por omissão na proteção da criança, informou a Polícia Civil.

Gabriel deu entrada no Hospital da Criança Santo Antônio com múltiplas lesões pelo corpo e sinais evidentes de violência sexual. Ele não resistiu e morreu na unidade.

Inicialmente, a mãe apresentou duas versões à polícia. Primeiro, que havia jogado o filho para cima e que ele caiu ao chão. Depois, que o menino havia caído da rede. No entanto, a investigação da Delegacia Geral de Homicídios (DGH) identificou que as versões eram falsas.

Segundo o delegado do caso, Luís Fernando Zucchi, os vestígios encontrados no corpo da vítima e o relatório médico preliminar desmontaram por completo a hipótese de acidente doméstico.

No hospital, o estado da criança era extremamente grave. Ele tinha múltiplos hematomas, marcas de agressão física, escoriações, mordidas e sangramento, quadro compatível com violência severa e abuso sexual, informou a polícia.

Padrasto mentiu sobre rotina

Com o avanço da investigação, a DGH também identificou que o padrasto do menino deu informações falsas sobre a rotina no dia do crime.

Ele afirmou ter permanecido durante todo o dia em no trabalho, uma borracharia no bairro Treze de Setembro, das 7h às 15h. Disse ainda que, ao retornar para casa, encontrou a criança em estado grave e ajudou no socorro.

No entanto, do patrão dele, dono da borracharia, informou à Polícia Civil que o suspeito havia deixado o local por volta das 12h e só retornou às 15h. Para o delegado, essa contradição foi considerada decisiva na investigação.

A polícia informou que as provas reunidas apontam que o padrasto foi o executor direto das agressões sexuais e físicas que resultavam na morte da criança, enquanto a mãe do menino se omitiu “deliberadamente, deixando de agir para proteger o próprio filho, mesmo ocupando posição legal de garantidora.”

O delegado informou ainda que o padrasto é investigado pela DGH em outro procedimento por tentativa de homicídio, “circunstância considerada relevante no contexto das apurações.”

O casal foi atuado em flagrante pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado.

O corpo da criança foi removido ao Instituto de Médico Legal (IML), onde será submetido à perícia necroscópica. O laudo pericial deverá ser concluído em até 10 dias.

Na audiência de custódia, o padrasto foi mantido preso preventivamente. A mãe da vítima conseguiu em liberdade provisória, e terá de cumprir medidas cautelares, como usar tornozeleira eletrônica, não sair de Boa Vista por mais de oito dias sem autorização e comunicar qualquer mudança de endereço e telefone.

Redação com G1-Roraima


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