O ministro Flávio Dino fez a publicação nesta segunda-feira (18) à tarde. Afirmou que:
“Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com seu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de xingar o ministro. Em seguida, se ‘corrigiu’: disse que seria melhor matar do que xingar. Como não a conhece, nem ela o conhece, é claro que tais manifestações derivam da atuação do ministro no STF ”
E que:
“Só escreveu esse relato por não ser uma situação de interesse exclusivamente pessoal, e sim coletivo. Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou de outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para a segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros. Imaginemos se isso se alastra para outros segmentos de negócios: um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/h/Z/idVWg1TzuYw2MLhokykA/globo-canal-4-20260518-2000-frame-130471.jpeg)
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
O ministro Flávio Dino pediu, ainda na publicação, que empresas que lidam com o público façam campanhas de educação cívica neste ano eleitoral e enfatizou que um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa ao consumir um serviço ou produto. O ministro não quis dar entrevista e não deu mais informações sobre a funcionária nem a empresa aérea.
Em um evento do Conselho Nacional de Justiça, o presidente do Supremo, Luiz Edson Fachin manifestou solidariedade a Dino e classificou a situação como grave incidente:
“Nossa solidariedade ao ministro Flávio Dino diante do grave fato incidente ocorrido hoje em um dos aeroportos de São Paulo, cujo relato já foi tornado público. O respeito a todas as pessoas, tenham ou não funções públicas, as instituições e as autoridades legitimamente constituídas, é condição essencial da convivência republicana. Criticar é legítimo. Deslegitimar, não. Divergir é próprio do regime democrático, mas fragilizar as instituições que o sustentam é abrir caminho para a instabilidade e para o arbítrio”.
Redação com G1.Globo


















